Antes que me apedrejem, vou avisar de antemão que gosto de histórias de fantasia. Não sou do tipo que se esquiva de uma boa história apenas por ela tratar de fatos que estão além do que é possível ou verossímil. Então, desde o momento em que um poste de luz brotou e cresceu em Nárnia, eu marquei esta como sendo uma das minhas histórias favoritas, independente do que pudesse vir dali em diante.
As Crônicas de Nárnia – escritas por C.S.Lewis – tratam-se na verdade de seis histórias que se complementam, com um enfoque claro para ser lida por crianças, não apenas por seu tom leve mas principalmente pelos comentários engraçados e “conselhos” para os pequenos leitores do autor (como as várias vezes em que ele deixa absolutamente claro que é uma péssima idéia trancar-se dentro de um armário).
Narrando o desenvolvimento do mundo de Nárnia desde o primeiro dia, quando foi cantado por Aslan até sua derrocada final com o apocalipse e o renascimento das almas no paraíso. Se em algum lugar ali na sua mente você teve a impressão de já ter ouvido algo assim antes, não alimente mais nenhuma dúvida: sim, são histórias bíblicas, adaptações dos mitos da criação de nosso mundo ao ambiente de Nárnia. Com direito, inclusive, a árvore do fruto proibido.
Isto não desmerece a obra como um todo, ao contrário. Conhecer as lendas que serviram de base para a obra de Lewis apenas melhoram o sabor de se atravessar as impressionantes setecentas páginas do volume único seguindo de certa maneira a mesma fórmula de Tolkien – o mundo de Nárnia é o personagem principal dos livros. Com um claro diferencial; o texto prima pela agilidade da história, e não a riqueza de detalhes do mundo.
Os personagens mudam constantemente conforme a obra avança, apesar de sempre terem alguma ligação entre um livro e outro, seja sendo lembrados através das lendas antigas deste mundo, seja por visitarem lugares que existiram em outras eras (ainda que um pouco mudados). Aparentemente, Nárnia é constantemente visitada e salva por um grupo de crianças londrinas, mas como lá o tempo corre de forma diferente, as vezes, um ano aqui pode significar milênios lá, ou apenas alguns poucos anos.
Se você assistiu a algum dos (até agora) dois filmes Disney e gostou da magia que se esconde por detrás deste mundo onde animais falam e lutam e crianças reinam, não perca mais tempo e procure ler o quanto antes. E se você não curtiu, igualmente procure dar uma chance ao livro. Talvez sobre um espacinho de seu tempo para aventurar-se em Nárnia.
Quando se está com o primeiro sucesso e salvo engano único livro escrito por
Sou fã de Tolkien desde antes mesmo de ler qualquer coisa que ele tenha escrito, apenas pela mítica que acompanhava seu nome. Lembro que comprei os livros quando era garoto e paguei metade de meu salário em cada tomo na época para ler o quanto antes a história de O Senhor dos Anéis antes que saíssem os filmes. Desde então, O Hobbit tornou-se uma espécie de sonho velado de consumo: um livro que um dia eu sem dúvida iria ter.
Confesso que só comprei A Cabana pela capa, para fechar um pedido mínimo de frete grátis. Não tinha nenhuma pré-concepção da história, não me informei sobre o livro e tampouco conhecia o autor. Total e completamente, fui guiado às cegas pelas palavras “Primeiro Lugar da Lista do New York Times”.
O Fim Justifica os Meios.
Assim como praticamente todos os leitores deste mundo, conheci Dan Brown através de O Código Da Vinci, e como ganhei os três livros de presente, fui na ondinha e li na sequência seus outros dois livros, ironicamente, com a única e louvável exceção do primeiro escrito pelo autor. Por ter achado os três livros em questão muito parecidos entre si, não fiquei particularmente curioso por Anjos e Demônios até tê-lo em minhas mãos.
Antes de ler Crepúsculo, tenha em mente que este não é um livro de terror, e que não foi este o desejo da autora ao escrevê-lo (pelo menos não aos meus olhos). Uma vez liberto de toda e qualquer esperança de ter um livro de suspense ou horror em mãos, siga adiante e aproveite a história.
A Geografia da Esperança é um livro pobre, de escrita simplória e com erros de gramática sofríveis. Eu poderia parar aqui mesmo esta resenha e partir para um próximo livro, mas há ainda um último alento, a tábua de salvação final da história, que é o fato de contar de forma romanceada a história da migração alemã no Médio Vale do Itajaí, onde vivo.
A maioria de nós conhece a história de Jurassic Park, e talvez seja estranho para alguns ler um livro cujo final já é conhecido. Entretanto, eu gosto particularmente de livros que vão parar no cinema, pois geralmente o livro tem uma qualidade descritiva e de história muito superior a que é utilizada no filme.