Ninguém é de Ninguém

Posted 19/10/2009 by Armageddon
Categories: Zibia Gasparetto

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Antes de começar a falar do livro em si, vale deixar bastante claro que minhas impressões e comentários são relativos apenas a obra em questão, não tendo nenhum tipo de preconceito ou desdém em relação ao espiritismo, a existência ou não de vidas passadas ou a qualquer outro tipo de dogma que por ventura algum leitor siga.

Outro ponto: como este foi o primeiro livro da autora que li, não irei considerá-la de todo ruim sem ter lido alguma outra obra para usar como base de comparação. De acordo com o que diz a capa, esta obra foi ditada por um espírito chamado Lucius. Então, deixo um certo crédito para a dona Zibia Gasparetto, que talvez seja muito melhor escritora sem a influência do já citado desmorto.

Quanto a obra como um todo, fazia bastante tempo que eu não ficava absolutamente irritado com um livro, em especial com o seu personagem principal. Trata-se de um empresário que venceu na vida sem estudo apenas por seu próprio esforço de nome Roberto. Ele é, digamos, no mínimo uma pessoa com dificuldades no que diz respeito a lidar com a esposa, Gabriela. Acometido por um tipo de ciúme doentio, ele passa as primeiras 360 páginas atazanando a vida da mulher (note que o livro tem 370 delas).

Acredito que a frase “você deveria largar o emprego” foi repetida pelo menos oitocentas vezes pelo protagonista no transcorrer do tomo. Praticamente o bordão de Roberto que se não dizia isso para a pobre da Gabriela, pensava nisso e procurava meios de conseguir isso o tempo inteiro. Lucius em vários momentos parece que esquece que já havia contado determinados detalhes ou até mesmo pequenas partes da história e as conta de novo. E de novo!

Nas primeiras 150 páginas, acompanhamos a derrocada do dito cujo desde o momento em que perde toda a grana, passa a ser sustentado pela esposa e não contente ainda encontra tempo para imaginar um romance que não existia entre ela e o patrão, Renato (um tipo de milionário padrão Justus)que é casado com Gioconda, que tecnicamente é um Roberto de saias, com a desvantagem de viver lamentando-se (mimimi).

A história gira em torno dos casamentos arruinados entre estes quatro personagens e suas maquinações para manter a relação por parte de Roberto e Gioconda e para tentar levar a vida em relação aos outros dois. Lá pelas tantas começam a aparecer espíritos malignos, todos os personagens envolvidos na trama passam a freqüentar centros espíritas, rodas de macumba e correlatos até o desfecho que é o que por muito pouco faz o livro valer a pena. Mas por muito pouco mesmo.

É um misto de auto-ajuda para homens e mulheres ciumentos recheado com toda a sorte de mensagens otimistas de ver a vida como uma escola onde aprendemos a nos tornar espíritos mais evoluídos. Se você está procurando um livro para ficar absolutamente nervoso, recomendo esse aqui.

As Crônicas de Nárnia

Posted 01/10/2009 by Armageddon
Categories: C.S.Lewis

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Antes que me apedrejem, vou avisar de antemão que gosto de histórias de fantasia. Não sou do tipo que se esquiva de uma boa história apenas por ela tratar de fatos que estão além do que é possível ou verossímil. Então, desde o momento em que um poste de luz brotou e cresceu em Nárnia, eu marquei esta como sendo uma das minhas histórias favoritas, independente do que pudesse vir dali em diante.

As Crônicas de Nárnia – escritas por C.S.Lewis – tratam-se na verdade de seis histórias que se complementam, com um enfoque claro para ser lida por crianças, não apenas por seu tom leve mas principalmente pelos comentários engraçados e “conselhos” para os pequenos leitores do autor (como as várias vezes em que ele deixa absolutamente claro que é uma péssima idéia trancar-se dentro de um armário).

Narrando o desenvolvimento do mundo de Nárnia desde o primeiro dia, quando foi cantado por Aslan até sua derrocada final com o apocalipse e o renascimento das almas no paraíso. Se em algum lugar ali na sua mente você teve a impressão de já ter ouvido algo assim antes, não alimente mais nenhuma dúvida: sim, são histórias bíblicas, adaptações dos mitos da criação de nosso mundo ao ambiente de Nárnia. Com direito, inclusive, a árvore do fruto proibido.

Isto não desmerece a obra como um todo, ao contrário. Conhecer as lendas que serviram de base para a obra de Lewis apenas melhoram o sabor de se atravessar as impressionantes setecentas páginas do volume único seguindo de certa maneira a mesma fórmula de Tolkien – o mundo de Nárnia é o personagem principal dos livros. Com um claro diferencial; o texto prima pela agilidade da história, e não a riqueza de detalhes do mundo.

Os personagens mudam constantemente conforme a obra avança, apesar de sempre terem alguma ligação entre um livro e outro, seja sendo lembrados através das lendas antigas deste mundo, seja por visitarem lugares que existiram em outras eras (ainda que um pouco mudados). Aparentemente, Nárnia é constantemente visitada e salva por um grupo de crianças londrinas, mas como lá o tempo corre de forma diferente, as vezes, um ano aqui pode significar milênios lá, ou apenas alguns poucos anos.

Se você assistiu a algum dos (até agora) dois filmes Disney e gostou da magia que se esconde por detrás deste mundo onde animais falam e lutam e crianças reinam, não perca mais tempo e procure ler o quanto antes. E se você não curtiu, igualmente procure dar uma chance ao livro. Talvez sobre um espacinho de seu tempo para aventurar-se em Nárnia.

1808

Posted 01/09/2009 by Armageddon
Categories: Laurentino Gomes

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1808Quando se está com o primeiro sucesso e salvo engano único livro escrito por Laurentino Gomes em mãos, percebe-se inicialmente três pontos fundamentais: o primeiro é de que não se trata de um texto excessivamente complexo, o que é ótimo se considerarmos o quanto estamos defasados em relação a livros que tratam de nossa própria história voltados para o grande público. O segundo é de que o autor não é um historiador, e sim um jornalista e por último; a quantidade de texto é infinitamente inferior à quantidade de páginas.

Com uma tipografia “padrão”, o texto provavelmente ocuparia apenas dois quartos das 408 páginas que compõe o livro, contando aqui algumas das várias ilustrações em seu miolo. Outro ponto, especialmente notado logo no início, é que o texto às vezes torna-se repetitivo. Aparenta que por vontade de ajudar o leitor a relembrar trechos já citados, Laurentino acaba se atrapalhando um pouco. De qualquer maneira, isto não tira o mérito do feito de ter conseguido (ainda que com certo oportunismo em relação à data histórica de duzentos anos da migração da Familia Real Portuguesa até nosso país) não apenas emplacar a obra como também torná-la um quase best-seller.

Guiando o leitor desde a fuga apressada da família real frente à invasão dos exércitos de Napoleão até o regresso do já então Rei João VI, passando por toda a saga da chegada em Salvador e posterior mudança para o Rio de Janeiro, a abertura dos portos ao comércio e a efetiva criação da nação brasileira; 1808 retrata não apenas as mudanças bruscas que afetaram a população que assistiu a colônia transformar-se em país, mas também todo o contraste, a injustiça e a corrupção que igualmente ganharam força no Brasil da época.

Destaque para as informações referentes a família real, em especial ao próprio Don João VI, que era sem sombra de dúvidas um homem no mínimo singular e a sua esposa, Carlota Joaquina (que em minha opinião foi um pouco esquecida no todo da obra. Muitas das citações quanto à ela resumem-se a poucos parágrafos por mais curiosas que fossem, como suas tentativas de tomar o poder do marido). Algo que poderia ter sido incluso sem grandes dificuldades, já que, como citado, sobraram páginas no livro.

Aliás, por falar em páginas, muitas delas ao fim da obra são preenchidas pela impressionante bibliografia do tomo, nada menos que dezenas de livros que serviram como base de pesquisa para o autor (que recorreu ainda a internet para criar uma teoria interessante nos últimos capítulos). No geral, é um bom livro, de leitura leve e sem aquela cara de livro didático que traumatiza tanto a maior parte dos leitores. Recomendo para pessoas que assim como eu estão um pouco enjoadas dos romances e querem ler alguma coisa mais concreta, para variar.

E agora é esperar pelo prometido 1822 =)

O Hobbit

Posted 17/08/2009 by Armageddon
Categories: J.R.R Tolkien

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Sou fã de Tolkien desde antes mesmo de ler qualquer coisa que ele tenha escrito, apenas pela mítica que acompanhava seu nome. Lembro que comprei os livros quando era garoto e paguei metade de meu salário em cada tomo na época para ler o quanto antes a história de O Senhor dos Anéis antes que saíssem os filmes. Desde então, O Hobbit tornou-se uma espécie de sonho velado de consumo: um livro que um dia eu sem dúvida iria ter.

Bem, agora eu tenho e o li. E preciso admitir: Tolkien matou a pau com O Hobbit. Mesmo sendo muito menor e mais leve do que a história que o segue (pois o livro é anterior a história vista nos cinemas), ele chega, quiçá, a superar a Trilogia no que diz respeito a diversão na hora de ler. Praticamente cada página é recheada de surpresas ( e algumas gargalhadas) conforme acompanha-se Bilbo Bolseiro através da Terra Média.

Aliás, Bilbo Bolseiro colocaria no chinelo (obviamente se ele usasse alguma coisa nos pés) qualquer outro hobbit que por ventura tenha surgido após ele. Desde o dia em que Galdalf marcou sua toca no Condado até o combate contra o dragão Smaug nas terras desoladas tão longe de sua casa,em quase todo momento o pequenino surpreende. E em nenhum momento ele próprio se considera do tipo heróico(algo que um hobbit decente jamais deveria ser).

A trama, como já deixei escapar, gira em torno da viagem de Bilbo através dos ermos acompanhando um grupo de treze anões que desejam recuperar o seu tesouro roubado por um dragão chamado Smaug. Porém, a viagem é tão longa e penosa que praticamente nenhum dos que antes tentaram tiveram êxito. Porém, estes anões possuem um trunfo: eles irão acompanhados de um “experiente ladrão” como Gandalf vendeu o pobre infeliz Bolseiro, mesmo que à principio a sua única preocupação é com sua própria louça.

Leiam mesmo.

A Cabana

Posted 14/08/2009 by Armageddon
Categories: Willian P. Young

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cabanaConfesso que só comprei A Cabana pela capa, para fechar um pedido mínimo de frete grátis. Não tinha nenhuma pré-concepção da história, não me informei sobre o livro e tampouco conhecia o autor. Total e completamente, fui guiado às cegas pelas palavras “Primeiro Lugar da Lista do New York Times”.

Por isso, tive alguma surpresa ao descobrir que se tratava de uma história religiosa, ainda que não ligada a nenhum credo específico. Já faz alguns bons anos que não tenho nenhum contato com esta linha, mas como leio inclusive bula de remédio (como já comentei), enfrentei o tal encontro com Deus em um lugar isolado dos EUA de cabeça erguida.

No fim das contas é um bom livro. Não chega a ser espetacular, e precisa sim de uma dose cavalar de fé para crer na – pelo menos anunciada – história baseada em fatos verídicos. Mas de qualquer forma, pela maneira inusitada que foi trabalhado, é um texto gostoso de ser lido mesmo por alguém nem tão cristão assim. Na falta de fé, leie-o apenas como um romance comum.

A trama em poucas linhas: A Cabana conta a vida de Mack, um gordinho pai de cinco filhos que sofre a perda de uma filha em um sequestro nunca solucionado. Mergulhado na tristeza, ele assiste sua família desmoronar pouco a pouco pela dor da perda até que um dia um bilhete assinado por Deus lhe convida à regressar ao suposto local do crime.

Apesar dos dilemas abordados serem bem interessantes, em vários momentos me senti como se estivesse numa espécie de Mais Você (àquele da Ana Maria Braga) com Deus no lugar da apresentadora e Jesus como Louro José.

É um livro bacana, leve e com poucas páginas, especialmente recomendado para quem está meio em cima do muro quanto a religião organizada mas nunca deixou Deus para trás (ou até para aqueles que estão precisando de uma forcinha espiritual neste sentido). Mas se está procurando uma história mais pé-no-chão ou realmente não tenha o mínimo interesse em temas religiosos; passe longe.

O Príncipe

Posted 01/07/2009 by Armageddon
Categories: Nicolau Maquiavel

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principeO Fim Justifica os Meios.

Apesar desta frase não ter sido escrita por Maquiavel, ela resume e muito bem as idéias propostas em O Príncipe, um pequeno livro trabalhado como carta a um novo regente itálico e que trata da sua visão particular sobre como um líder mantém o poder sobre seu povo e os faz prosperar.

Apesar de que em alguns momentos seu foco esteja basicamente voltado à manutenção de exércitos num contexto da época em que foi escrito (no século XV)com direito ao uso ou não de fortificações , ele traz as bases de comando e poder que moldaram com o passar do tempo o Estado como hoje conhecemos, e muitas das sugestões e visões de Maquiavel continuam atuais em se tratando de política ou de relações sociais como um todo.

Vale a leitura como o clássico que é, sendo bastante fácil de ser vencido pela quantidade pequena de texto e pela grande disponibilidade de livros espalhados aqui e ali (encontrei o meu em uma banca por meros cinco reais).

Anjos e Demônios

Posted 15/04/2009 by Armageddon
Categories: Dan Brown

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anjosAssim como praticamente todos os leitores deste mundo, conheci Dan Brown através de O Código Da Vinci, e como ganhei os três livros de presente, fui na ondinha e li na sequência seus outros dois livros, ironicamente, com a única e louvável exceção do primeiro escrito pelo autor. Por ter achado os três livros em questão muito parecidos entre si, não fiquei particularmente curioso por Anjos e Demônios até tê-lo em minhas mãos.

Só então descobri que este é, de longe, o melhor livro escrito por Dan Brown.

Não apenas pela narrativa muito mais agradável, ou pelo cuidado maior com o desenrolar dos fatos, tampouco pelo mistério meso-científico-meso-religioso que é quase uma marca registrada sua atualmente. O livro forma um tipo de conjunto tão grudento de ser lido que mesmo a quantidade muito superior de texto do que normalmente se apresenta se vai facilmente conforme as páginas correm.

E nem por isso a primeira aventura de Robert Langdon é menos Holliwodiana (o que também é uma característica do autor). Uma sociedade secreta, que até então era considerada extinta, ressurge e ameaça a destruição de toda a Cidade do Vaticano no dia da eleição de um novo Papa. Cabe ao pacato professor de Haward salvar o dia e faturar a mocinha.

Livro muito divertido de ser lido, recomendado mesmo! Se pegarem alguns livros do autor para ler, dêem preferência ao Anjos e Demônios. E aos que já leram outros livros, este é um tomo que vai tirar um pouco a impressão de “hei, já li isso antes em algum lugar” que os outros livros de Brown imprimem em nossos cérebros.

Incidente em Antares

Posted 26/03/2009 by Armageddon
Categories: Érico Verissimo

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incidente

Este foi um dos raros casos em que eu procurei um livro motivado apenas por uma vaga lembrança de uma… novela da globo (!). Na verdade, a mini-série Incidente em Antares, que foi exibida na televisão em horário nobre na época em que eu era apenas um moleque, e lembro de ter ficado positivamente impressionado com ela. O tempo passou e acabei relembrando da história e indo em busca do livro. E acabei sentindo aquela pontada de pena de mim mesmo por ter demorado tantos anos para ficar curioso a tal ponto.

Incidente em Antares é sem dúvida alguma um conto memorável de um humor ácido sobre o modo de vida, o quadro político nacional e o pensamento regionalista gaúcho. Conforme as palavras do próprio Verissimo: Neste romance as personagens e localidades imaginárias aparecem disfarçadas sob nomes fictícios, ao passo que as pessoas e os lugares que na realidade existem ou existiram, são designados pelos seus nomes verdadeiros.

Dividido em dois livros, onde num o autor conta os pormenores da história de Antares ao ponto de torná-la mais verossímil do que muitas cidades que conheço, enquanto noutro é narrado o incidente que dá nome ao livro. Apesar do “Livro I” ser um pouco mais difícil de ser vencido,ele é igualmente recomendado (no tomo que tinha em mãos, um prestativo leitor deixou um aviso à lápis, sugerindo que todo o texto fosse pulado diretamente até o Livro II).

O texto é carregado de um humor sarcástico que talvez seja melhor apreciado com uma “visão sulista do mundo”. Já no livro II, onde é narrado o incidente em si, a história se torna universal. Devido a uma greve geral motivada pelas condições precárias dos trabalhadores das industrias, toda a cidade de Antares literalmente pára.

Inclusive os coveiros são coagidos pelos grevistas a não realizarem mais nenhum sepultamento. Por isso, sete esquifes contendo todo o tipo de cidadão antarense são abandonados nos portões do cemitério, aguardando o fim da paralisação.

O caso é que os mortos não estão dispostos a permanecerem insepultos, e regressam à uma paródia de vida, marchando pela cidade exigindo seu imediato sepultamento. Como estão livres dos ditames do mundo dos vivos, usam o que sabe como meio de coação para conquistarem seu direito ao túmulo, jogando na cara da burguesia local todos os seus podres e pecados.

Conforme o tórrido dia passa, o calor faz com que os corpos apodreçam em praça pública, empesteando o ar e as mentes da população que se vê envolta de moscados, urubus, ratos e toda a sorte de criaturas que são, no fim das contas, avatares de tudo o que a sociedade produz de pior e que oculta, de todas as formas, sob as máscaras que ostentam.

Não morram antes de ler esse livro =D

Crepúsculo

Posted 25/03/2009 by Armageddon
Categories: Stephenie Meyer

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crepusculo_1237516085pAntes de ler Crepúsculo, tenha em mente que este não é um livro de terror, e que não foi este o desejo da autora ao escrevê-lo (pelo menos não aos meus olhos). Uma vez liberto de toda e qualquer esperança de ter um livro de suspense ou horror em mãos, siga adiante e aproveite a história.

Crepúsculo, até onde me consta é o primeiro livro de uma série escrita pela autora que também não conhecia até ler, Stephenie Meyer. A história gira em torno de uma garota adolescente chamada Isabella Swan que para deixar a mãe divorciada livre para viajar com o novo marido, muda-se para a casa do pai, que vive sozinho numa cidade chuvosa chamada Forks.

Lá, passa pelo período complicado de adaptação à nova escola e a nova casa, conhece pessoas, faz amigos, se torna popular… enfim, um enredo digno de Malhação, com uma única diferença que é o pilar onde a trama de Crepúsculo se apoia: o interesse romântico de Bella é um vampiro.

Dali em diante a jovem passa por uma série de situações em que é confrontada com a idéia de ter se apaixonado por um morto-vivo que precisa se controlar para não beber seu sangue, e a autora apresenta sua própria visão do mito do vampiro. É uma leitura fácil de fim de semana, e ganhou pontos para mim por escapar bastante do clichê “vampiro das trevas” e tranformá-los mais em predadores e menos numa caricatura gótica-sofredora como já foi feito à exaustão por vários autores.

Um ponto que me deixou chateado foi a não conclusão da história no primeiro livro. Aparentemente, a autora queria criar uma espécie de Harry Potter para garotas, coisa que ao meu ver não tinha real necessidade.

Recomendo a leitura apenas pela curiosidade, não requer prática nem habilidade, tampouco um trabalho hérculeo para vencer as poucas páginas.

A Geografia da Esperança

Posted 10/03/2009 by Armageddon
Categories: Christina Baumgarten

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a_geografia_da_esperanca_1236645471pA Geografia da Esperança é um livro pobre, de escrita simplória e com erros de gramática sofríveis. Eu poderia parar aqui mesmo esta resenha e partir para um próximo livro, mas há ainda um último alento, a tábua de salvação final da história, que é o fato de contar de forma romanceada a história da migração alemã no Médio Vale do Itajaí, onde vivo.

O trabalho de garimpo na busca de informações sobre os primeiros habitantes de Blumenau, desde sua partida de uma Alemanha sofrida e superlotada até a festa do primeiro cinquentenário da Colônia de Blumenau é notória. Impossível não comover-se com o sofrimento e a vontade de trabalhar daquela gente sofrida que emigrou em busca de qualquer espectativa de vida melhor do que morrer de fome e frio na Europa.Porém, todos os méritos da escritora são voltados apenas para a busca histórica.

O texto é repetitivo, com nenhum estilo que chame a atenção. Até o prefácio escrito pelo então prefeito de Blumenau – que rasga elogios quanto a eloquência da autora me deixa em dúvidas se ele realmente leu os escritos antes de digitar tal coisa. No fim, Geografia é um ótimo registro histórico, mas um romance que só agradaria (fracamente) quem vive aqui.