Antes de começar a falar do livro em si, vale deixar bastante claro que minhas impressões e comentários são relativos apenas a obra em questão, não tendo nenhum tipo de preconceito ou desdém em relação ao espiritismo, a existência ou não de vidas passadas ou a qualquer outro tipo de dogma que por ventura algum leitor siga.
Outro ponto: como este foi o primeiro livro da autora que li, não irei considerá-la de todo ruim sem ter lido alguma outra obra para usar como base de comparação. De acordo com o que diz a capa, esta obra foi ditada por um espírito chamado Lucius. Então, deixo um certo crédito para a dona Zibia Gasparetto, que talvez seja muito melhor escritora sem a influência do já citado desmorto.
Quanto a obra como um todo, fazia bastante tempo que eu não ficava absolutamente irritado com um livro, em especial com o seu personagem principal. Trata-se de um empresário que venceu na vida sem estudo apenas por seu próprio esforço de nome Roberto. Ele é, digamos, no mínimo uma pessoa com dificuldades no que diz respeito a lidar com a esposa, Gabriela. Acometido por um tipo de ciúme doentio, ele passa as primeiras 360 páginas atazanando a vida da mulher (note que o livro tem 370 delas).
Acredito que a frase “você deveria largar o emprego” foi repetida pelo menos oitocentas vezes pelo protagonista no transcorrer do tomo. Praticamente o bordão de Roberto que se não dizia isso para a pobre da Gabriela, pensava nisso e procurava meios de conseguir isso o tempo inteiro. Lucius em vários momentos parece que esquece que já havia contado determinados detalhes ou até mesmo pequenas partes da história e as conta de novo. E de novo!
Nas primeiras 150 páginas, acompanhamos a derrocada do dito cujo desde o momento em que perde toda a grana, passa a ser sustentado pela esposa e não contente ainda encontra tempo para imaginar um romance que não existia entre ela e o patrão, Renato (um tipo de milionário padrão Justus)que é casado com Gioconda, que tecnicamente é um Roberto de saias, com a desvantagem de viver lamentando-se (mimimi).
A história gira em torno dos casamentos arruinados entre estes quatro personagens e suas maquinações para manter a relação por parte de Roberto e Gioconda e para tentar levar a vida em relação aos outros dois. Lá pelas tantas começam a aparecer espíritos malignos, todos os personagens envolvidos na trama passam a freqüentar centros espíritas, rodas de macumba e correlatos até o desfecho que é o que por muito pouco faz o livro valer a pena. Mas por muito pouco mesmo.
É um misto de auto-ajuda para homens e mulheres ciumentos recheado com toda a sorte de mensagens otimistas de ver a vida como uma escola onde aprendemos a nos tornar espíritos mais evoluídos. Se você está procurando um livro para ficar absolutamente nervoso, recomendo esse aqui.
Antes que me apedrejem, vou avisar de antemão que gosto de histórias de fantasia. Não sou do tipo que se esquiva de uma boa história apenas por ela tratar de fatos que estão além do que é possível ou verossímil. Então, desde o momento em que um poste de luz brotou e cresceu em Nárnia, eu marquei esta como sendo uma das minhas histórias favoritas, independente do que pudesse vir dali em diante.
Quando se está com o primeiro sucesso e salvo engano único livro escrito por
Sou fã de Tolkien desde antes mesmo de ler qualquer coisa que ele tenha escrito, apenas pela mítica que acompanhava seu nome. Lembro que comprei os livros quando era garoto e paguei metade de meu salário em cada tomo na época para ler o quanto antes a história de O Senhor dos Anéis antes que saíssem os filmes. Desde então, O Hobbit tornou-se uma espécie de sonho velado de consumo: um livro que um dia eu sem dúvida iria ter.
Confesso que só comprei A Cabana pela capa, para fechar um pedido mínimo de frete grátis. Não tinha nenhuma pré-concepção da história, não me informei sobre o livro e tampouco conhecia o autor. Total e completamente, fui guiado às cegas pelas palavras “Primeiro Lugar da Lista do New York Times”.
O Fim Justifica os Meios.
Assim como praticamente todos os leitores deste mundo, conheci Dan Brown através de O Código Da Vinci, e como ganhei os três livros de presente, fui na ondinha e li na sequência seus outros dois livros, ironicamente, com a única e louvável exceção do primeiro escrito pelo autor. Por ter achado os três livros em questão muito parecidos entre si, não fiquei particularmente curioso por Anjos e Demônios até tê-lo em minhas mãos.
Antes de ler Crepúsculo, tenha em mente que este não é um livro de terror, e que não foi este o desejo da autora ao escrevê-lo (pelo menos não aos meus olhos). Uma vez liberto de toda e qualquer esperança de ter um livro de suspense ou horror em mãos, siga adiante e aproveite a história.
A Geografia da Esperança é um livro pobre, de escrita simplória e com erros de gramática sofríveis. Eu poderia parar aqui mesmo esta resenha e partir para um próximo livro, mas há ainda um último alento, a tábua de salvação final da história, que é o fato de contar de forma romanceada a história da migração alemã no Médio Vale do Itajaí, onde vivo.